Caso #2 - Anatoly Moskvin, o senhor das múmias
12:00
Anatoly Moskvin nasceu em em 1966, na russia soviética, especificamente na localidade de Gorki, hoje conhecida como Nizhny Novgorod, a quinta maior cidade da Rússia
Ele é Filho de Yuri Fedorovich e Elvira Alexandrovna e quando pequeno, sua educação não foi nada fácil,
Quando ele estava na terceira série, ele voltou para casa um dia coberto de hematomas resultantantes de um estupro, cometido por um homem desconhecido.
Não está claro se ele contou ou não essa história do estupro para seus pais na sua infãncia, porém logo eles notaram que algo estava errado com o caráter do filho, que começava a ficar cada vez mais retraido. Embora seus genitores tenham tentado questioná-lo sobre seu comportamento, quando tocavam no assunto ele reagia agressivamente. No entanto eles sabiam desde cedo que ele era muito inteligente, então eles simplesmente atribuíram sua falta de jeito social e dificuldade de fazer amigos a esse fato, e o deixaram à sua sorte.
Bem sucedido academicamente, ele sempre foi o primeiro da classe, mas muitas vezes era intimidado por seus colegas e condenado a ficar sozinho na escola.
Moskvin sempre lutou para criar relacionamentos sociais, e por não ter muito sucesso nessa empreitada, ele gastou cada centavo que encontrou em livros, enquanto aprendia línguas por conta própria, chegando a aprender 13 línguas.
Se esses problemas da escola não conseguiram ainda deixar cicatrizes no jovem, um incidente ocorrido em 4 de março de 1979 faria o trabalho de forma abrangente. Mais tarde na vida, ele viria se referir a isso como um ponto de inflexão para ele, despertando um interesse tanto pelo Oculto quanto pelos cemitérios que mais tarde estudaria meticulosamente, quase em um nível de peregrinação.
Com 12 anos e ainda freqüentando a Escola, Moskvin estava recolhendo papéis usados com o resto de sua classe. Na Rússia Soviética, a reciclagem era organizada pelo governo e as escolas realizavam competições obrigatórias para a coleta de papel usado, e como estavam em um ambiente competitivo, os alunos frequentemente se encontravam em lugares que talvez não deveriam ir, apenas para superar seus colegas: Foi assim que Moskvin acabou se vendo no quintal de um estranho.
Os ocupantes da casa não estavam tendo um dia muito normal, ele se viu observando as duas dúzias de figuras adultas vestindo túnicas pretas, segurando velas acesas sobre um caixão e cantando em uma língua estrangeira,
Enquanto ele recuava do pátio para ir embora, um dos ocupantes o viu, segurou pelo seu ombro e o puxou para o meio das outras pessoas, insistindo para que ele viesse beijar o rosto da criança morta que jazia no caixão. A criança era uma menina chamada Natasha Petrova, de 11 anos, que, durante seu banho, ao tentar agarrar uma toalha para sair da banheira , acabou tendo contato com um cabo elétrico desemcapado, morrendo eletrocutada instantaneamente.
Moskvin se recusou a beijar a garota, porém os pais não quiseram ouvir suas negações. Ele começou a chorar, implorando para ir embora, mas ninguém parecia ouvir ou ver seu desespero, e então, percebendo que não teria outra escolha, aproximou-se do corpo no caixão.
Nas palavras do próprio Moskvin, isto é o que ocorreu nos minutos seguintes, abre aspas:
“Uma mulher, aparentemente a mãe do falecido, deu-me uma grande maçã e beijou-me na testa. Ela me levou até o caixão e me prometeu muitos doces, laranjas e dinheiro. Ela me disse para beijar a falecida. Eu comecei a chorar e implorei que ela me soltasse, mas os sectários insistiram. Todos novamente cantaram orações em uma língua que eu não entendia, e um dos adultos puxou minha cabeça para a testa cerosa da garota, que vestiaum boné de renda. Eu não tive escolha a não ser beijar como fui ordenado. "
Moskvin beijou a garota sem vida três vezes na testa. Dois anéis de cobre foram produzidos pela família em luto, e ele foi instruído a colocar um no dedo da garota e usar o segundo ele mesmo. Em seguida, ele recebeu uma cesta de frutas e uma pequena soma de rublos como se fosse uma recompensa por ter coperado no funeral, e então foi liberado, claro que não antes que lhe dissessem para não contar a ninguém o que havia acontecido por pelo menos 40 dias.
Quando dobrou a esquina, Moskvin jogou as frutas na neve e foi gastar o dinheiro que recebera em um livro sobre animais.
Após o evento, ele começou a ter sonhos estranhos com a garota morta, que passou a visitara-lo como uma aparição todas as noites.
Segundo ele, Natasha tinha vindo até ele para que ele aprendesse magia negra com ela. Ele recusou completamente, porém Natasha era muito persistente. Ela o visitava em seus sonhos todas as noites, até que ele decidiu voltar para a aldeia onde ela nasceu, o que interrompeu as visitas por um tempo.
Pouco depois de voltar para casa, porém, os sonhos recomeçaram. Ele contou aos pais sobre Natasha e, finalmente, eles decidiram procurar aconselhamento médico para seu filho perturbado, o médico, no entanto, concluiu que Moskvin estava apenas passando por uma transição para a puberdade e prescreveu-lhe doses de Valeriana, um sedativo à base de ervas geralmente usado para ajudar no sono e relaxamento.
Depois de um ano dessas visitas noturnas, Natasha finalmente se cansou das negativas de moskvins, passando a adotar uma abordagem diferente, sugerindo uma cerimonia que ele poderia fazer para passar o fardo de sua companhia para outra pessoa.
Ele então realizou uma cerimônia simples que ela havia descrito para ele, usando um dente que ele obteve de um colega como um componente mágico do ritual. O ritual acabou mostrando ter tido sucesso pois Natasha nunca mais o visitou, embora a presença dela em sua vida tivesse um efeito profundo sobre ele quando adulto.
Ele visitava o local do túmulo dela em Krasnaya Etna sempre que estava no distrito em que ela foi enterrada, e Este evento também abriu seus olhos para o estranho mundo do ocultismo, no qual ele logo encontraria um profundo interesse. Todo o caso também deu início a seu interesse por cemitérios, que ele disse o atraiu “como um ímã”.
Depois de um ano dessas visitas noturnas, Natasha finalmente se cansou das refutações dos moskvins. Em vez disso, ela tentou uma abordagem diferente, sugerindo um curso de ação que Moskvin poderia tomar para passar esse fardo para outro. Ele uma declaração simples que ela havia descrito para ele, usando um dente que ele obteve de um colega como um componente mágico do ritual. Isso terminou com sucesso e Natasha nunca mais o visitou, embora a presença dela em sua vida tenha um efeito profundo sobre ele quando adulto. Ele visitava o local do túmulo dela em Krasnaya Etna sempre que estava no distrito de Leninsky de Nizhny Novgorod. Este evento também abriu seus olhos para o estranho mundo do ocultismo, no qual ele logo encontraria um profundo interesse. Todo o caso também deu início a seu interesse por cemitérios, que ele disse o atraiu “como um ímã”.

Como estudante universitário, Moskvin estudou na faculdade de Filologia da Universidade Estadual de Moscou. Desde muito jovem, ele se interessou por línguas e, graças aos seus estudos independentes, agora falava treze delas. Aproveitando a liberdade da vida estudantil, Moskvin se juntou à sociedade de Luciferianos, um ramo teísta do Luciferianismo, que abraçou muitos conceitos do Caminho da Mão Esquerda. Ele também participou de rituais envolvendo animais mortos, passou em um teste para se tornar um praticante de magia negra e jurou celibato e abstinência onde nunca deveria beber ou fumar.
Naquele momento da vida, ele se arrependia de ter evitado Natasha e suas promessas de lhe ensinar as artes das trevas.
Em um de sus artigos, Moskvin relata:
“Meu estranho casamento com Natasha Petrova foi útil”, . Ele disse que isso levou à crença na magia e, em última instância, ao fascínio pelos mortos.
Em contraste com esse caminho oculto em sua vida, durante o dia, Moskvin escreveu sua tese para o departamento de Filologia Céltica e Alemã e, após se formar, começou a ensinar celtologia na Universidade de Nizhny Novgorod. Ele publicou dois dicionários de russo para inglês, bem como um dicionário de palavras estrangeiras e um dicionário de fraseologia escolar voltado para crianças em idade escolar. Seus colegas o consideraram gentil, pontual e um gênio. entretanto isso tinha um certo preço social, e muitos o consideravam um tanto excêntrico, enquanto outros o achavam bastante difícil de se conviver.
Após vários desentendimentos com alguns dos funcionários da universidade, ele deixou o cargo, concentrando-se em redação e tutoria.
Sua mãe posteriormente explicou como ele gostava de se comunicar com as crianças, ele era popular como tutor, ensinando predominantemente línguas, embora também tenha dado aulas de várias outras disciplinas, de História a Literatura.

(Pais de Moskovin)
Moskvin também disse que queria se tornar um professor de inglês para crianças após uma iniciativa de Vladimir Putin para promover línguas estrangeiras nas escolas.
Em 2003, Moskvin conheceu Yulia Grehnova, uma jovem que ele admirava muito. Yulia era um\a espiritualista focada em religiões indianas , o par entrou em um relacionamento não sexual, com Yulia desempenhando um papel semelhante a uma musa para Moskvin, enquanto ele continuava a escrever. A relação satisfazia a necessidade de socialização de Moskvins, ao mesmo tempo que permitia que ele mantivesse seus votos de celibato e Yulia ficou bastante feliz com o acordo, tendo sido sugerido por ela mesma. Com o tempo Yulia passou a querer um filho, e não demorou muito para que moskvin concordasse, pois já queria um filho há muitos anos. Dada a natureza não sexual de seu relacionamento, Moskvin solicitou a adoção de uma jovem em 2003. Seu pedido foi rejeitado, porém, com a desculpa de que os ganhos de Moskvin eram muito baixos. A essa altura, sua renda não era fixa e ele estava sobrevivendo com os pagamentos que recebia do trabalho jornalístico freelancer que publicava em vários jornais locais.
Além desse pequeno salário, ele ainda morava na casa de seus pais, que o sustentavam financeiramente. Seus pais obviamente não tinham o mesmo entusiasmo por seus planos de adoção, o que gerou tensões na família, levando Moskvin a ameaça-los de fazer trabalhos de magia negra com ajuda dos mortos contra eles
Acostumada com seu comportamento excêntrico, sua mãe simplesmente disse a ele para fazer o que quisesse.
No final, tudo acabou em pizza, já que seu relacionamento com Yulia chegou ao fim e a necessidade iminente de um filho pareceu ficar em segundo plano. Em vez disso, Moskvin voltou sua atenção para uma nova aventura nas estradas de Nizhny Novgorod.
Em 18 de julho de 2005, Moskvin pegou a estrada pela primeira vez como parte de um novo empreendimento de pesquisa que ele havia organizado, patrocinado por Oleg Riabov, um conhecido historiador que vivia na mesma cidade que ele. A dupla planejava publicar um livro intitulado “Necrópole de Nizhny Novgorod” e Moskvins, ficou incubido de viajar pela região documentando cemitérios e desenterrando a história local ao longo do caminho.
Por três anos, Moskvin viajou a pé por Nizhny Novgorod. Ele fazia em média mais de 30 km por dia, a maioria andando devido à natureza rural de muitas das áreas que visitava, os ônibus nessas rgiões muitas vezes saíam apenas uma vez por dia e raramente tinham horários convenientes e muitas das estradas que ele viajava também eram bem precáriaso. Enquanto viajava ele se entregava ainda mais aos seus livros
“Minhas pernas caminharam nas estradas, meus olhos caminharam nas linhas.” Ele afirmou. 
Em geral, sua rotina durante as pesquisas era a seguinte: ele chegava aos cemitérios à noite e passava as horas restantes do dia raspando o musgo de lápides antigas com um cinzel, escrevendo os nomes dos proprietários, datas de vida e morte e qualquer outra informação que pudesse reunir em um caderno com um lápis. Ele dormia onde podia, embora muitas vezes sua cama ficasse nas entradas ou nas pedras do cemitério, as vezes num palheiro no campo oumontes de serragem , em momentos de sorte, ele encontrava um cemitério com um chalé e o usava como abrigo. Uma noite, em um cemitério muçulmano em Sergachsky, ele dormiu dentro de um caixão que havia sido guardado como preparação para um futuro enterro. Na manhã seguinte, foi acordado por dois coveiros muito surpresos, que felizmente para Moskvin já estavam bêbados e ficaram tão assustados quanto ele, o que permitiu que a situação fosse amenizada com certo grau de humor.
Ele nunca teve problemas com a polícia, já que os policiais nunca visitaram os cemitérios, e os locais contavam apenas com vigilantes locais que eram preguiçosos demais para patrulhar toda a área, e se limitavam a dirigir apenas pela entrada e ir dormir em algum canto. Nas ocasiões em que era parado e revistado, ele sempre mostrava seus materiais de pesquisa acadêmica e passaporte e tinha permissão para seguir seu caminho. No entanto, ele nem sempre teve a mesma sorte com os civis, e em 2006, enquanto documentava um cemitério em Buturlinsky, foi abordado por um grupo de uma dúzia de homens bêbados que estavam celebrando um casamento, que o acusaram de roubo e iniciarram uma confusão ali mesmo. Ele implorou que os homens o levassem à polícia ao em vez de espanca-lo e, quando eles chegaram à delegacia, os policiais amenizaram a situação e o levaram para a periferia da cidade, soltando-o e o avisando para não voltar. Em outra ocasião, em setembro de 2006, ele estava visitando um cemitério em Pavlovo quando foi confundido com um padre por um trio de dois bêbados e uma mulher bêbada que estavam de luto no túmulo de sua filha recentemente falecida. Quando lhe pediram para cantar com eles, ele recusou, explicando que não era um padre e se virou para sair. Os homens o espancaram e roubaram seu dinheiro, porém, no dia seguinte, Moskvin visitou novamente o túmulo, anotou o nome na lápide e relatou o caso à polícia, que seguiu a pista e prendeu os homens imediatamente.
Fora das dificuldades que a pesquisa teve devido a os bêbados locais, o cansaço de todo esse trabalho afetou Moskvin. Em 2006, ele observou que o tempo estava extremamente chuvoso durante o verão, e em 2007, estava extremamente quente na mesma época, o que o levou a beber água em poças.
Era seguro dizer que o trabalho era exaustivo e Moskvin atribuiu o esforço dos anos que se passaram percorrendo paisagens rurais para pesquisar cemitérios, ao seu envelhecimento e calvice precoce.
No entanto, nem tudo foi luta, ele notou também a hospitalidade geral de muitas pessoas que lhe trouxeram comida e o levaram entre várias aldeias rurais sem lhe cobrar nada por isso.
No final, ele se lembrava que era tudo por uma boa causa, afinal, muitos registros foram perdidos durante o regime soviético e Moskvin não considerava os relatórios dos jornais confiáveis. Mesmo antes dos soviéticos, ele notou que a caligrafia e o mau estado geral dos documentos antigos tornavam as informações extraidas deles não confiáveis. Ele insistia fortemente que era muito melhor sair para a estrada e fazer o trabalho sozinho. Entre 2005 e 2007, Moskvin visitou 752 cemitérios em 35 distritos, revelando o passado de mais de 1000 pessoas que acreditavam anteriormente ter se perdido no tempo.
Além do trabalho de pesquisa para seu próximo livro, esta peregrinação trouxe uma segunda vantagem, um tanto mais perturbadora, para Moskvin. Um que ofuscaria qualquer um de seus trabalhos anteriores de escrita. 
Casa de boneca
Entre 2006-2010, após sua pesquisa sobre cemitérios, Moskvin escreveu para vários jornais, incluindo o Nizhny Gorodosky Rabochy, onde escrevia artigos duas vezes por mês sobre cemitérios e história e trabalhou também no jornal de Nizhny Novgorod, escrevendo sobre vários assuntos históricos. Seu pai chegou a trabalhar com ele em alguns desses jornais.
Moskvin Nunca se esquivava do tabu, ele escreveu um artigo sobre as invasões mongóis-tártaras da Rússia entre os séculos 13 e 15, que acusavam os invasores de estuprar milhares de mulheres. Isso atraiu ambas as críticas do público, já que ele se viu acusado de atividades extremistas contra o povo tártaro, bem como de interesse da Divisão E do MVD, o órgão anti-terrorismo do departamento de assuntos internos da Rússia.
Em 2008, Moskvin publicou um livro sobre a história da suástica como símbolo solar até o século XIX. Isso chamou a atenção para ele mais uma vez, desta vez ele foi atacado e acusado de ser fascista, mais uma vez atraindo os ouvidos das autoridades.
Depois dos atentados terroristas no aeroporto Domodedovo International em 2011, Moskvin visitou um cemitério muçulmano e pintou lápides, e fixou nelas reportagens de jornal contendo nomes dos mortos. Isso ocorreu após uma onda de atividades antimuçulmanas na área e a profanação de túmulos muçulmanos ao redor da região e levou a Divisão “E”, que o estava seguindo há algum tempo, a agir.
Em 2 de novembro de 2011, eles invadiram o apartamento de Moskvins em busca de materiais extremistas, mas ao invés desses materiais, eles encontraram algo muito mais perturbador. Dentro do apartamento de Moskvin, os funcionários encontraram 29 bonecas de tamanho humano, vestidas com roupas femininas e pintadas com maquiagem rústica.
Algumas delas tinham caixinhas de música embutidas no peito, permitindo que “falassem”. A cena dessas bonecas, apoiadas em torno do quarto de Moskvins e também guardadas na garagem, seria bastante estranha, porém, as bonecas guardavam um segredo mais sombrio. 
Quando a divisão E começou a procurar e limpar o apartamento, eles notaram que os bonecos faziam um barulho quando eram pegos e sacudidos. Eles abriram um e descobriram que dentro de cada um estavam os restos mumificados de um corpo humano.
Moskvin estava coletando mais do que apenas história dos Cemitérios de Nizhny Novgorod.
A prisão
Enquanto a divisão invadia o apartamento, eles encontraram mais e mais bonecos, 29 no total, todos vestidos com roupas de papel e tecido e posicionados ao longo dos quartos. Eles carregaram um a um para fora de casa para serem colocados na carroceria de um caminhão na frente de uma multidão de jornalistas e moradores locais, . A história foi demais para os jornais resistirem e, no dia seguinte, explodiu nacionalmente, com manchetes chamando Moskvin de “O Titereiro”.
(Significado de Titereiro: adjetivo Que faz espetáculos com títeres, tipo de boneco articulado movido por fios; titereiro. substantivo masculino Artista que manipula títeres em apresentações de teatro de boneco. Etimologia (origem da palavra titeriteiro) )
Após a prisão, seu pai foi hospitalizado, sofrendo um ataque cardíaco, sua mãe também foi hospitalizada por um período, culpando sua saúde debilitada pelo choque da prisão de seu filho. Apesar de viverem tanto tempo com as bonecas, elas se apegaram à história de que não tinham ideia do que havia dentro das macabras mumias. Eles pareciam bonecos de papel Mache rudes e, no passado, Moskvin tinha um interesse em bonecas russas, então seus pais presumiram que era uma extensão desse interesse.
Um amigo de seus pais falou de seu choque em uma entrevista posterior, e nessa entrevista ele disse:
“As bonecas não apareceram de repente, Moskvin construiu a coleção ao longo de dez anos. Todos eles foram mantidos em seu quarto. Havia apenas uma nos quartos dos pais, que ele chamou de "Masha". Seus pais não faziam ideia. Quando os amigos os visitavam, muitas vezes os consideravam obras de arte, chamando-os de fantoches. Eles simplesmente nunca pensaram que poderiam conter restos humanos mumificados. A única preocupação de sua mãe era que às vezes ele falava com eles 
Em uma véspera de Ano Novo, Moskvin apresentou "Masha" à sua tia, depois de sentá-la à mesa da família. "Esta é Masha", disse ele, "não tenha medo dela."
Todas as bonecas continham os restos mortais mumificados de meninas que sofreram mortes trágicas e frequentemente violentas. Embora existam vários cujos nomes e detalhes nunca foram divulgados, as idades relatadas das garotas mortas variavam entre 3 e 30 anos. Moskvin recheou os restos mumificados com panos e trapos, vestiu-os com roupas que encontrou no lixo ou nas próprias covas e maquiou o rosto delas com tinta.
Ele sabia todos os seus nomes, suas histórias e as circunstâncias de todas as suas mortes. Ele desenterrou o primeiro corpo em 9 de maio de 2003 após o desentendimento com seus pais sobre a adoção, acom a negativa dos pais, ao invés de tentar adotar um criança, decidiu tentar ressuscitar uma morta com sua magia negra.
Em suas próprias palavras, isso foi o que aconteceu em sua primeira empreitada:
“O caixão estava coberto com matéria sintética carmesim. Com um cinzel, fiz um buraco na tampa do caixão na cabeceira da cama e através dele tirei o que restava do corpo. Estava em péssimas condições. A menina estava vestida com uma blusa branca, saia preta, meia-calça velha e sapatos. ”
“A criança tinha cabelo comprido. Então decidi pela primeira vez tentar mumificá-lo. Mudei o corpo para um canto remoto do cemitério e enterrei no túmulo abandonado de alguma avó. ”
“Para mumificar adequadamente o corpo, você precisa de refrigerante e sal em várias proporções. Comprei essas substâncias na loja, encontrei meias velhas no lixo e fiz sacolas com elas, despejando refrigerante e sal nelas e amarrei aos restos. Troquei essas bolsas uma vez por semana. Se as pessoas prestassem atenção em mim, eu dizia que estava lá para alimentar os pássaros. ”
“Em 25 de julho de 2003, enolei o corpo em roupas diferentes e carreguei-o de volta para casa na mochila. Em dois dias, restaurei o corpo: enfiei trapos dentro, costurei o corpo com fios e fiz uma máscara de cera no rosto dela e depois cobri com esmalte, que encontrei no lixo. Depois disso, coloquei as roupas nela, que também encontrei no lixo. ”
Algumas das bonecas tinham botões no lugar dos olhos, enquanto outras tinham máscaras feitas de pelucia.

Enquanto estava sob custódia e aguardando julgamento, Moskvin cooperou com as investigações da polícia, detalhando os vários cemitérios de onde os corpos foram removidos, bem como fornecendo os nomes das meninas que ele havia exumado. No dia 12 de maio, ele deu uma entrevista a jornalistas russos explicando como e por que ele havia colecionado suas bonecas.
Na entrevista ele diz:
“O que acontece é que estou praticando magia negra. Queria reanimá-los, tive pena dessas crianças, que ainda podiam viver . Eu os mantive para que, quando a ciência aprender a lutar contra o câncer, ela possa revitalizá-los mais tarde, a genética está se desenvolvendo agora muito rapidamente. Senti pena de todas essas crianças ”.
“Eu sou um especialista em estudos célticos e estudando a cultura céltica, percebi que os druidas tinham uma tradição de se comunicar com os espíritos dos falecidos dormindo em túmulos. Quando estudei a cultura dos povos da Sibéria, especificamente, a cultura dos antigos Yakuts, lá também encontrei uma prática semelhante. Também comecei a dormir sobre os túmulos de crianças que gostavam de mim. Os espíritos das crianças falecidas vieram até mim. ”
“Conseqüentemente, eu verifiquei se eram demônios que vieram, ou se eram espíritos. Eu coletei todas as informações que pude. Então, se possível, verifiquei essas informações. Eu estava convencido de que os espíritos das crianças mortas realmente vieram até mim. ”
“No começo eu dormia nas sepulturas, depois me ajustei porque não era conveniente dormir ali. Em vez disso, carreguei os corpos para onde seria conveniente dormir sobre eles.
“Comecei a secá-los e levá-los para casa. Isso foi feito de forma muito inteligente e lenta, um de cada vez, para que ninguém soubesse disso. ”
“Estudei a teoria, a tecnologia da mumificação de todos os livros disponíveis. Estudei as escritas egípcias antigas. Fui a Moscou especialmente para estudar tudo isso. ”
Os jornalistas continuaram perguntando o que ele fez com eles enquanto os mantinha em sua casa,
“Eu conversei com eles. Tínhamos uma hierarquia, nossa própria linguagem, tínhamos, respectivamente, nossas músicas, tínhamos nossas próprias férias, tínhamos nossa própria paz interior ”.
“Meus pais não viram quase nada disso, e eu não deixei ninguém entrar neste mundo. Via de regra, meus pais saíam de casa no verão, saindo em abril e voltando em outubro. Naquela época, estávamos envolvidos neste mundo. ”
“Acho que realmente explorei tudo o que poderia explorar nesta área de magia negra. Para ser honesto, tive meus filhos favoritos. Eu planejava manter meus amados filhos em casa de qualquer maneira. Dos que eu menos gostava, planejava levá-los para a garagem, e eles moravam lá na garagem. ”
Eu não os desfigurava, não os desmembrava. Apliquei todo o meu trabalho com delicadeza, carinho, educação, até tentei não xingar na frente dessas crianças ”
“O fato é que sofri muito com a solidão, principalmente durante o verão, quando meus pais não estavam, e quando levaram o gato.
“Eu os sentei, eles tinham buracos sob os olhos, mostrei desenhos animados para eles, toquei canções infantis, eu mesmo cantei canções para eles. Canções infantis comuns, que eu cantaria quando tivesse uma filha viva. Depois comemos juntos, ou melhor, comi, apenas ofereci comida, como é na tradição celta ou yakut. ”
“Tenho estudado psicologia infantil há cerca de 10 anos, preparando-me para a criação de uma criança. Tenho experiência de comunicação com crianças vivas de minhas aulas particulares. O que eu faria com os filhos vivos, faria com eles. Eu os tratei como se estivessem vivos, eles estavam apenas temporariamente mortos ”
Moskvin falou sobre como organizou festas de aniversário para as crianças e celebrou eventos especiais com elas. Quando um jornalista perguntou se ele sabia que o que tinha feito era ilegal, ele respondeu:
“Sim, percebi que era ilegal. Mas na época em que os heróis de nossa ciência, Dubinin, Chetverikov, quando faziam experiências com moscas de fruta em algum lugar de seu armário, eles também sabiam que isso era ilegal sob as leis da época de Stalin. Foi então que a genética foi proibida. Agora a clonagem é proibida. ”
“Desde o início eu sabia que estava cometendo um crime, mas tinha tanta pena das crianças que, infelizmente, a clonagem é proibida em nosso país. Isso será permitido mais cedo ou mais tarde. Eu só queria algum material para clonagem futura. Para que essas crianças pudessem viver uma segunda vez.
“Fiquei muito triste por essas crianças. Naturalmente, cada vez que cavei uma cova, eu nivelei, para que não se visse nada, para não incomodar os parentes. O fato é que por 10 anos isso foi mantido em segredo. Então, eu sabia que nenhum dos parentes do falecido jamais saberia sobre isso. Fiz tudo perfeitamente.
“Eu não fui preso em um cemitério. O MVD veio até mim sobre outro assunto e acidentalmente encontrou as bonecas. Ninguém sabia do que eu fazia essas bonecas, nem meus pais sabiam. “
Assustadoramente, quando perguntado por que ele fazia tudo isso, ele comentou que queria um filho, uma filha com quem pudesse compartilhar todos os seus conhecimentos. As bonecas eram, para Moskvin, um substituto distorcido.
“As crianças que eu gostava, enxuguei, ressuscitei e trouxe para minha casa

Julgamento
Em maio de 2012, o julgamento de Anatoly Moskvin começou. Embora tenha enfrentado cinco anos de prisão, ele foi rapidamente considerado louco e isento de qualquer responsabilidade criminal. Uma avaliação psicológica diagnosticou-o com Esquizofrenia Paranóide e em 27 de setembro de 2013, ele foi condenado a "medidas médicas obrigatórias", e encarcerado em uma clínica psiquiátrica onde seu caso é analisado a cada 6 meses e onde ele pode ficar trancado pelo resto da vida com base nestas avaliações.
Durante o julgamento, as famílias das meninas que ele havia mumificado gritaram ao juiz para prendê-lo pelo resto da vida, enquanto outras gritaram pela pena de morte. Eventualmente, nem a acusação nem a defesa apelaram do resultado.
Ele foi condenado a pagar uma indenização de cerca de 75.000 dólares por danos morais às famílias de cada criança, embora, curiosamente, o pai de uma das bonecas de Moskvins rejeitou qualquer indenização, seus argumentos para isso é um tanto quanto bizarro:
“Eu não aceitaria nada de Moskvin, afinal ele tratou minha filha melhor do que eu havia feito durante sua vida. Ele a vestiu, colocou-a na cama, leu seus contos de fadas e mostrou seus desenhos ”.
Essa divisão de opinião observada no julgamento ecoa por toda a Rússia e permanece até hoje, moldando os eventos atuais em torno do encarceramento de Moskvins
Em junho de 2015, a audiência habitual de Moskvins era para prorrogar sua permanência no hospital psiquiátrico por mais seis meses, porém, nesta ocasião, as coisas foram um pouco diferentes. Quando a audiência estava prestes a começar, o juiz presumiu que tudo correria como antes, mas dessa vez Moskvin tinha um novo advogado. Violetta Volkova, a mesma advogada de direitos humanos que alcançou fama internacional quando defendeu a banda punk feminista Pussy Riot, falando abertamente contra o regime e o sistema judicial russo.
Foi relatado que Moskvin havia sido espancado regularmente por guardas e outros pacientes, colocado em isolamento e sem liberdade para deixar seu quarto, embora sua família pudesse visitá-lo diariamente. Sua mãe afirma que ele consumia até 15 comprimidos por dia, incluindo muitos sedativos, deixando-o incapaz de escrever, muitas vezes babando sobre si mesmo e dormindo grande parte do dia.

Volkova fez novas exigências para Moskvin, insistindo que ele fosse transferido para uma clínica independente em Moscou para um reexame, expressando desconfiança sobre as atitudes dos médicos psiquiatras da atual instituição de Moskvins. Ao lado de Violetta, Moskvin passou os últimos dois anos pressionando para ser liberado e continuar seu tratamento em casa como paciente ambulatorial. Em 2018, isso se aproximou da realidade, já que o caso de soltura ganhou o apoio de seus atuais médicos.
Uma comissão médica recomendou a libertação de Moskvin afirmando que sua esquizofrenia havia sido tratada, mas isso foi rejeitado por um tribunal.Quem quer que tenha contratado Volkova, o fez em segredo, embora alguns especulem que seja uma estação de TV, na esperança de lucrar com a sua libertação, enquanto outros apresentam teorias sobre um grupo artístico em Moscou ou um grupo de direitos humanos.
Apesar disso e sabendo muito bem do mau tratamento que recebeu durante seu encarceramento, seus próprios pais não desejam que ele seja libertado, temendo que ele simplesmente repita seus crimes.
Por outro lado, ele parece ter conhecido uma futura noiva, uma senhora anônima de 25 anos que estudou na mesma faculdade de Filologia em que se formou há tantos anos.
Em 2020 Moskvin voltou a ser noticia nos jornais do mundo todo quando ele se recusou a pedir desculpas aos pais das crianças cujos corpos foram roubados e violados, e ainda afirnou: . "Não há pais, na minha opinião. Eu não conheço nenhum deles", disse o russo. "Além disso, eles enterraram suas filhas, e é aqui que eu acredito que seus direitos sobre elas terminaram? Então, não, eu não pediria desculpas", completou.…
: “Vocês abandonaram suas meninas no frio - e eu as trouxe para casa e as aqueci”.
Se ele for libertado, Moskvin expressou interesse em voltar ao trabalho, traduzindo obras escritas em Moscou e se casando com sua noiva misteriosa. Pelo menos desta vez, sua esposa estará viva.
Fontes:
https://en.wikipedia.org/wiki/Anatoly_Moskvin
https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/historia-anatoly-moskvin-o-russo-que-mumificava-meninas-mortas.phtml
https://peoplepill.com/people/anatoly-moskvin
https://allthatsinteresting.com/anatoly-moskvin
https://www.celebsagewiki.com/anatoly-moskvin
https://www.darkhistories.com/russian-dools-anatoly-moskvin/
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